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Setembro/2009
Como minimizar o absenteísmo no trabalho?

Diversas causas contribuem para as faltas de colaboradores nas empresas: da inexistência de motivação até os congestionamentos, devido ao grande número de carros em circulação. Segundo Regina Rocha, diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo, é hora de repensar os benefícios destinados aos colaboradores.
 
Interferências externas, como o estresse no trânsito ou as inadequações dos trajetos, já foram sinalizadas diversas vezes como empecilhos para que o trabalhador desempenhe com excelência as suas atividades.
 

O termo absenteísmo em Recursos Humanos significa a ausência ou atrasos de colaboradores no trabalho. Normalmente chamadas de faltas, podem ser originadas por diversos motivos, sejam pessoais, motivacionais, familiares, médicos. Podem ser ocasionadas também por problemas com os meios de transporte utilizados nos trajetos de casa ao trabalho e vice-versa, principalmente nos grandes centros urbanos, que apresentam, quase que diariamente, altos índices de congestionamentos e pouca oferta de transporte público.

É sob essa ótica que, em muitos casos, os retornos dos investimentos das empresas na contração dos melhores profissionais para exercerem as suas atividades com mais desenvoltura, podem vir a tornar-se nulos. A ausência desses colaboradores efetivamente causa um sério desequilíbrio ao que foi proposto.

Quanto à análise feita com aspecto dos meios de transporte utilizados por esses colaboradores, Regina Rocha, advogada e diretora-executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo, acredita que a contratação do transporte por fretamento de modalidade contínua pode minimizar atrasos e faltas. “A oferta de um serviço de transporte, no qual o colaborador embarca nas imediações de sua casa e só desembarca nas dependências da empresa diminui consideravelmente essas ausências. Acredito que se torna até uma satisfação ir ao trabalho na companhia de colegas de trabalho, lendo ou ouvindo música. O tempo de deslocamento é utilizado para descansar”.

Regina Rocha, também formada em turismo, considera que as inadequações no deslocamento geram cansaço físico e mental excessivo nos trabalhadores, o que compromete a produção diária e pode até desmotivá-los. “Interferências externas, como o estresse no trânsito ou as inadequações dos trajetos, já foram sinalizadas diversas vezes como empecilhos para que o trabalhador desempenhe com excelência as suas atividades e o fretamento ajuda a combater esses problemas”, complementa Regina Rocha.

A Volkswagen do Brasil - Caminhões e Ônibus, sediada em Resende, no Rio de Janeiro, constatou que o transporte por fretamento diminui para 1,4% o absenteísmo de seus colaboradores. Os dados foram demonstrados durante o 8º Encontro Nacional dos Transportes de Fretamento e Turismo, com o case: “Transporte por Fretamento – Consórcio Modular”. Normalmente o percentual de absenteísmo nas grandes empresas gira em torno de 3 a 4%.

A modalidade passou a ser utilizada na montadora de automóveis no ano de 2000, por 3.400 funcionários, que moravam em diferentes cidades do Rio de Janeiro, como Barra Mansa, Volta Redonda, Itatiaia, Porto Real, Quatis e Cruzeiro, está última pertencente ao Estado São Paulo. Passados nove anos da adoção do transporte por fretamento pela Volkswagen, 85% dos funcionários afirmaram se sentirem satisfeitos, 13% regular e apenas 2% consideraram insatisfatório.

 
 
 
Volkswagen do Brasil : 85% dos funcionários afirmaram se sentirem satisfeitos.

Além das vantagens aos colaboradores e consequentemente às corporações, o uso do ônibus por fretamento, segundo Regina Rocha, transfere-se como um benefício social e de sustentabilidade empresarial. “A empresa que opta pela adoção do fretamento é também responsável pela retirada de veículos das ruas, o que diminui os danos causados ao meio ambiente. Não há mais como ser alheio a um ambiente com tantos problemas, ocasionados pelo homem e por empresas”.

Ela complementa: “vejo que é hora de repensar os benefícios já agregados às folhas de pagamento. Talvez seja tempo de substituir o vale-combustível por uma forma mais consciente e que garantirá ainda mais a presença do colaborador no trabalho”, finaliza Regina Rocha.

É sob essa ótica que, em muitos casos, os retornos dos investimentos das empresas na contração dos melhores profissionais para exercerem as suas atividades com mais desenvoltura, podem vir a tornar-se nulos. A ausência desses colaboradores efetivamente causa um sério desequilíbrio ao que foi proposto. ponto

DICAS DA FRESP PARA UMA CONTRATAÇÃO SEGURA

  • No site da FRESP (www.fresp.org.br) ou pelo telefone: 0800-773-2060, pode retirar informações sobre as empresas regularizadas no Estado de São Paulo.
  • Sempre que solicitar um serviço de fretamento, exija a autorização do órgão público regulamentador do serviço.
  • Verifique no site www.antt.gov.br, se a contratada é cadastrada na ANTT – Agência Nacional dos Transportes Terrestres (para viagens interestaduais); EMTU – www.emtu.sp.gov.br (para viagens metropolitanas em São Paulo); e a ARTESP - www.artesp.sp.gov.br (para viagens intermunicipais fora de área metropolitana).
  • O transporte clandestino não oferece nem direitos nem garantias pelo serviço contratado.
  • Desconfie de preços muito baixos. Nesses casos, confirme se a transportadora está devidamente regulamentada.
  • Não contrate empresas que terceirizem o serviço.

Jornalista responsável: Clarice Pereira (MTb 15778) - Obs: Já adotamos o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa.



Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo - Tel: (19) 3243-9161
Assessoria de Imprensa: LINK Portal da Comunicação - Tel: (11) 3034-1155

 

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